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Thursday, 26 February 2026
Eu nada seria sem aqueles que pavimentaram o caminho para mim
Eu nada seria sem aqueles que pavimentaram o caminho para mim
De cada vez que actualizava a App, nada! continuava a zero, até que por volta das 19 horas ela liga-me a dizer que não tinha onde me colocar visto que o nosso cliente tinha falecido, achei aquilo estranho porque eu não ia visitar aquele cliente há mais de uma semana mas enfim, (suspiro longo)
então ela perguntou se eu não me importava de ficar em casa a estudar, eu disse que sim que não me importava mas para me avisarem de imediato se alguém aparecesse ou seja se surgisse algum cliente de ultima hora, às paginas tantas ela perguntou o que é que eu sentia em relação ao falecimento do nosso ultimo cliente, e eu respondi; 'fiquei aliviada por ele e pela família dele porque ele já muito que estava a agonizar tanto que por fim ele já implorava para que o deixassem morrer,' falei também da minha admiração por ele pelo guerreiro que ele foi durante todo o seu martírio até já não conseguir mais, e quanto honrada e privilegiada me sentia por ter tido a oportunidade de ter cuidado dele, ela diz; ele é que foi privilegiado por ter como sua *enfermeira, pois tu és uma excelente *enfermeira[Enfermeira Auxiliar] Não sou melhor nem pior do que ninguém (respondi eu) apenas tenho a dolorosa capacidade de empatia e se sou boa no que faço é graças a pessoas como tu e tantas outras antes de ti que pavimentaram o caminho que hoje percorro sem vós eu não seria nada. E não há nada de mais verdadeiro nesta minha afirmação porque se não fossem aqueles e aquelas que me transmitiram os seus conhecimentos que partilharam comigo o que eles sabiam e me impulsionaram para a frente, eu nada seria e muito devo a cada uma das pessoas que confiaram as suas vidas nas minhas mãos, que me abriram as portas de suas casas e suas almas e ali me deixaram exercer o que eu mais fazer, que é cuidar de quem necessita de cuidado na etapa final de suas vidas...

Fazer uma leitura ambiental
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Fazer uma leitura ambiental
Na profissão que exerço lida-se com pessoas diferentes quase todos os dias, nunca ou quase nunca vou para casa do mesmo paciente nesta semana cuidei de duas pacientes diferentes, uma em fase terminal, a outra acabada de sair do hospital.
Paciente numero 1: em fase terminal de vida;
cheguei e fui recebido por um neto que não quis entrar em casa da avó e a mãe dele que era a filha da paciente nem sequer desceu para falar comigo,
o neto diz-me com um enojado que a avó agora está sempre a fazer barulhos esquisitos e de facto eu ainda não tinha entrado em casa da paciente e já a ouvia a gemer aflitivamente, deixei que ele se fosse embora e fui atender à paciente, como já não tem a capacidade de verbalizar eu tive usar a técnica de prestar cuidados no bom interesse da paciente, reparei que estava com a fralda suja e molhada mudei-lhe a fralda e a paciente dormiu o resto da noite sem gemer.
No dia seguinte fui de novo para a mesma paciente e desta vez não havia ninguém lá para me receber a doente estava ali sozinha e a gritar consegui perceber a palavra; ajuda-me e mais uma vez reparo que a senhora tinha a fralda suja e molhada, mas era recente , mudei-lhe a fralda e ela acalmou, por volta da uma da manhã ela voltou a ficar ansiosa e a gemer, fui investigar e vi que ela estava de novo com a fralda suja, de novo mudei-lhe a fralda, e ela dormiu o resto da noite.
Paciente numero 2: acabada de ter alta hospital e mandada para casa com um pacote de cuidados de reabilitação.
No relatório dizia que a doente sofre de demência vascular, cheguei à residência da paciente e toquei à campainha foi a filha que abriu a porta, e o que me surpreendeu foi o facto dela ter um quarto no piso superior preparado para mim para eu dormir, enquanto que a mãe dela ficava no piso térreo, eu tive que controlar a minha vontade de rir, enquanto lhe explicava que eu não estava ali para dormir mas sim para cuidar da mãe dela (a paciente), ela olhou para mim com ar surpreso, e eu voltei a explicar que eu sou enfermeira auxiliar de cuidados paliativos e reabilitação de doentes com alta hospitalar masque precisam de mais um apoio extra até adquirirem as suas capacidade normais de vida, apresentei-me à paciente e expliquei-lhe porque é que eu ali estava, ela aceitou bem o facto de eu ali estar para cuidar dela, a filha passado um tempo foi-se deitar e eu fiquei na sala a fazer companhia à paciente, por fim fui para a cozinha onde abri o meu computador e me pus a estudar indo de vez em quando ver se a paciente estava bem, ela recusou-se a ir para a cama e passou a noite sentada na cadeira com as pernas levantadas e não necessitou da minha intervenção uma única vez.
Em ambas as situações eu li no ambiente que ninguém queria estar perto daquelas doentes e senti pena delas
Do baú
Ando um bocado afastada deste blog
Não por falta de tempo mas por desmotivação, há muito já que perdi a motivação e até imaginação, faço resoluções que depois não cumpro nenhuma delas, comecei a fazer o tal jejum intermitente, mas recomenda-se com uma dieta equilibrada e balanceada, eu não sou capaz de fazer nada disso, eu ando tão farta de tudo, estou prestes a ter que abandonar esta espelunca onde moro e não me aparece solução à vista, estou neste momento a pesar 127 quilos, meço 157cm de altura, imaginem um corpo com 157cm de altura com 127 quilos em cima... uma tragédia à vista

Primeira Fase
(encontra-se aqui o original: https://paulasilva.blogs.sapo.pt/primeira-fase-9102)
O original encontra-se aqui
Abril 09, 2021
Sou pitosga daí que escrevo em letra gigantesca…
Antes de vir para a Inglaterra eu não fazia ideia do que era a demência,sim é certo que tinha escutado varias vezes o termo, ‘senil’ gagá etc. mas o termo ‘demência’ esse eu não conhecia, conhecia o termo ‘Alzheimers’ e por coincidência tive uma vizinha cujo marido faleceu aos 56 anos com a doença de Alzheimers, e foi na Inglaterra também que aprendi que Alzheimers é uma doença que causa demência, e aprendi também que demência não é uma doença mas sim um conjunto de doenças degenerativas que atacam essencialmente o cérebro matando as células do mesmo,
Eu vim para Inglaterra em 2007 e trabalhei em fabricas e armazéns durante mais ou menos sete anos, e em 2015 iniciei o treino profissional de auxilio à enfermagem no hospital universitário de Bristol e embora eu goste muito de encher a boca para dizer que trabalhei nesse hospital durante cinco anos, a realidade é que só lá estive dois anos e oito meses, também digo que adorei lá trabalhar o que também não é de todo verdade, mas de todos os sítios para onde fui desde que de lá saí excepto onde agora estou, o hospital foi de facto onde eu mais gostei de trabalhar, agora não! Agora eu gosto da empresa para a qual trabalho, e a principal razão que eu gosto de trabalhar para eles é que eu trabalho sozinha! 😊 sem ninguém a moer-me o juízo nem a querer mandar em mim coisa que eu sempre detestei☹ mas também não vou dizer que é tudo um mar de rosas porque não é, claro que não, só que os prós são muito mais que os contra na equação total 😊.
Comecei a trabalhar com esta empresa em setembro do ano passado fará seis meses no dia 20 de Abril 2021
Vantagens; trabalho a solo, viajo pelo condado todo, pagam-me a gasolina (em parte) após as primeiras 20 milhas e pagam-me pelo tempo de viagem após os primeiros 10 minutos, 😊
Desvantagens; o meu carro está a dar o berro ☹ e eu não sei como me irei desenrascar quando o prazo de inspeção terminar porque eu sei de fonte limpa que o meu velho carrinho já não vai passar numa próxima inspeção ☹
Não há dia nenhum (noite ) que eu não saia de casa sem rezar ao meu anjo da guarda e a todos os santinhos e santinhas para que o meu bolinhas não se desmanche todo na estrada
D2A= Alta para avaliar(APA)
D2A= Alta para avaliar
12.04.21
Aqui na Inglaterra é usado o termo: D2A que significa Discharge to Assess que traduzido para Português: Alta (hospitalar) para avaliar a capacidade do/da paciente de retomar a sua vida normal no seu meio ambiente ( o seu lar) é mais para pacientes geriatras do que para pacientes com menos de 60 anos excepto em circunstancias específicas, um paciente que receba alta hospitalar retorna à sua casa com um POC/PDC= Package Of Care/Pacote De Cuidados de um mínimo de duas ou 3 noites para ser feita uma avaliação de como é que a pessoa se orienta dentro de sua casa, e o que o cuidador faz é fazer vigília durante a noite e estar atento/a a todos os detalhes enviando relatórios de hora a hora ou sempre que tenha havido alguma intervenção como por exemplo, auxiliar o/a paciente a ir à casa de banho e a regressar de novo ao quarto e deitar-se na cama etc.
A noite passada fui para bem perto de casa o que algo muito raro pois costumo ir para longe 40 minutos a uma hora e tal de viagem
e que chegou a ser viagens de mais de hora e meia devido ao GPS da Tom Tom que me direcionava para caminhos tortuosos e longínquos, mas desde que comecei a usar a Aplicação Google M aps no meu telemóvel que tudo se tornou muito mais fácil.
Como
tinha dito, ontem fui trabalhar para bem perto e fui olhar por uma
paciente que tinha tido alta no dia anterior ou seja, no Sábado e como
era a ultima noite tive que ser eu a fazer a Avaliação Final não tive
muito para dizer porque a paciente dormiu a noite inteira sem nunca
acordar sequer para ir à casa de banho, (quem me dera a mim... acordo de
hora a hora para ir à casa de banho
) ela acordou depois das 06:30 quando eu já tinha preenchido o
formulário D2A, acabei por deixar na nota final da minha visita todos os
dados que eu presenciei o que não foi muita coisa
quanto
à paciente, uma senhora de 92 anos muito simpática e carinhosa, que
demonstrou uma imensa gratidão pelo meu serviço que foi mínimo pois que
ela não me deu trabalho nenhum, e para mim não existe recompensa maior
que é ver o olhar de gratidão no rosto de quem nós cuidamos![]()
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E é assim que eu trago o que escrevi no outro blog de volta para o meu novo blog,
Ai velhice , ai autismo, vós é que tendes a culpa disto tudo
Pois é a culpa toda da velhice mas vamos ao que interessa. este é outro dos meus posts no 'Have a Nice Day'
Para quê acumular riquezas se cá deixamos tudo?
entrei na casa, pousei a minha mochila e o meu saco e fui explorar o recinto , a paciente em fase terminal de vida estava na cama a dormir ou em estado de catarse mas creio que estava a dormir, escutei-lhe o batimento cardíaco medi a pulsação e tudo soava normal por isso acredito mesmo que esteja a dormir, não sei nada da vida desta pessoa mas tudo indica que era uma pessoa que adorava viajar e que tem/tinha cultura avançada e um intelecto apurado mas não aparenta ter família está completamente só e a única pessoa que mais ou menos se importa com ela é uma vizinha de também já avançada idade, Sei que esta paciente está em fase terminal de vida mas não sei qual a patologia dela, tenho uma informação muito reduzida sobre ela...
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Eu até já me tinha esquecido Mas ler trouxe-me de novo tudo à memória... A demência é muito lixada bactérias 27 .02.21 Insólito Paula ...
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